sábado, 24 de novembro de 2012

O Retrato de Dorian Gray

   Seria a beleza algo subjetivo? A beleza é a qualidade do que é belo; quando buscamos a definição de belo, várias são as possibilidades: 1. aquilo que tem formas e proporções harmônicas, 2. aquilo que causa admiração, 3. aquilo que é vantajoso, lucrativo, 4. aquilo que tem elevado valor moral, 5. aquilo que é notável pela quantidade, pelo número, etc.. Em uma destas definições do Houaiss, existe uma associação de beleza e moral. Aquilo que não é belo, portanto, seria imoral, ou amoral? E quando se tenta entrelaçar beleza e ser humano, o que definiria 'proporções harmônicas'? O que 'causaria admiração'? E esta exemplificação é comum a todas as pessoas? O grande poeta Vinícius de Moraes já escreveu um texto de importante valor literário sobre a beleza, e já inicia tal texto desculpando-se pela possibilidade da não-beleza... Vejamos:


Vinicius de Moraes (1913-1980)


Receita de mulher

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socializa elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

   Ao longo do texto, percebemos uma indecisão do poeta; ora a beleza é harmônica, sem excessos, ora é perfeição, completa! De qualquer modo, parece que a beleza denota equilíbrio por meio da referida receita...
   Existiu um outro indivíduo que dramatizou sobre o papel da beleza. Quando o seu livro foi lançado no século XIX, foi duramente criticado pela sociedade inglesa vitoriana da época. A estas críticas, ele acrescentou um prefácio tentado explicar o papel da arte e do livro em uma edição seguinte; para ele, a arte deveria servir ao único propósito da arte, não tendo nada com moralidade, não podendo, portanto, ser imoral ou amoral; seria, tão somente, arte. É o que passou a ser descrito como 'a arte pela arte'. Fazendo parte de uma corrente conhecida por 'aesteticismo', a arte deveria ter um valor intrínseco próprio, que é belo e, portanto, válido, e assim não necessitaria servir a nenhum outro propósito, quer seja moral ou político. O nome do indivíduo? O grandioso Oscar Wilde. O nome do livro? O fascinante O Retrato de Dorian Gray.
   Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin, na Irlanda, em 16 de outubro de 1854. Foi educado no Trinity College, em Dublin, e no Magdalen College, em Oxford, tendo passado a viver em Londres, onde se casou com Constance Lloyd, em 1884. No mundo literário da Londres Vitoriana, Wilde fez parte do grupo artístico que incluiu o grande poeta irlandês W.B. Yeats e a senhora do príncipe de Gales Lillie Langtry. Um grande conversador e famoso sagaz, o autor começou a carreira com trabalhos poéticos medíocres, mas rapidamente atingiu o sucesso como dramaturgo. A primeira de suas peças, Vera, ou The Nihilists, foi publicado em 1880. Seguiram-se, a este, outros trabalhos, como Lady Windermere's Fan (O leque de Lady Windermere), de 1892, A Woman of No Importance (Uma Mulher Sem Importância), de 1893, An Ideal Husband (Um Marido Ideal), de 1895, e a mais famosa de suas peças, The Importance of Being Earnest (A Importância de Ser Prudente), também de 1895. Estas peças apresentavam enredos simples e familiares, mas tornaram-se grandes pelo diálogo brilhante e pela sátira cortante.


Oscar Wilde (1854-1900)

   O seu único romance, The Picture of Dorian Gray (O Retrato de Dorian Gray) foi publicado inicialmente em 1890 na Lippincott's Monthly Magazine, portanto antes do auge de sua fama como autor, poeta ou dramaturgo. Foi duramente criticado ao lançamento desta primeira edição, tendo sido considerado escandaloso e imoral, conforme anteriormente descrito. Desapontado com as críticas, cria um prefácio (tentado explicar o papel da arte) e adiciona seis novos capítulos na edição seguinte, lançada em 1891. Para a Inglaterra Vitoriana da época, a arte deveria servir à moral e reforçá-la. Parte romance gótico e parte comédia de costumes, O Retrato de Dorian Gray continua a se apresentar aos seus leitores como uma espécie de quebra-cabeça a ser resolvido. Há, mesmo hoje em dia, tamanho desacordo no significado da obra como houve na sociedade vitoriana do século XIX; mas, como escreve o próprio autor no final do prefácio: 'A diversidade de opinião sobre uma obra de arte demonstra que tal trabalho é novo, complexo e vital.'
   Em 1891, o mesmo ano em que a segunda edição do livro foi lançada, Wilde começou uma relação homossexual com o aspirante a poeta Alfred Douglas. O relacionamento foi um escândalo, e o pai de Alfred, o marquês de Queensberry, o criticou publicamente. Quando Wilde o processou por difamação, o próprio autor foi condenado, segundo as leis inglesas de sodomia, de 'atentado violento ao pudor'. Em 1895, o autor foi condenado a dois anos de prisão e trabalhos forçados, período em que escreveu uma longa e dolorosa carta a Alfred, intitulada De Profundis ('Das Profundezas'). Após sua libertação, em 1897, passou a viver entre a França e a Itália, agora na pobreza. Jamais publicou em seu próprio nome de novo (somente com pseudônimo). Morreu em Paris em 30 de novembro de 1900 (vítima de meningite, tendo sido esta agravada por seu quadro de sífilis; as reais causas da morte divergem um pouco entre os biógrafos). Wilde foi inicialmente enterrado no Cemitério de Bagneux, fora de Paris, mas seu corpo foi posteriormente transferido para o Cemitério do Père Lachaise, dentro da cidade. Sua tumba foi projetada pelo escultor Sir Jacob Epstein, a pedido do maior amigo do autor, Robert Ross, que requisitou que também existisse um compartimento na tumba para seus próprios restos, que foram para lá transferidos em 1950. Em nossa viagem à França em junho de 2010, visitamos o seu túmulo; existem milhares de marcas de baton (formando imagens de beijos e corações), além de dezenas de dedicatórias de fãs de todo o mundo. Você parece gostar mais do autor quando está ao lado de sua imponente tumba...


Túmulo de Oscar Wilde, no Cimetiere du Pere Lachaise, em Paris, França

   No romance, destacam-se alguns personagens interessantes. Dorian Gray, logo no início da obra, apresenta-se como um ideal: ele é o arquétipo da beleza e juventude masculina. Como tal, ele rouba a imaginação de outros dois personagens: Basil Hallward, um artista plástico, e Lord Henry Wotton, um nobre que imagina levar o impressionável Dorian a se torna um buscador do prazer incessante (para mim, este nobre é a pura representação do próprio autor). Dorian é extremamente vaidoso, e numa conversa com Henry é rapidamente convencido de que suas maiores qualidade, a juventude e a atração física, estão diminuindo progressivamente conforme sua vida segue. O simples pensamento de que irá acordar um dia sem tais atributos o atinge em cheio, e o angustia profundamente; ele amaldiçoa, assim, o seu destino e clama, do fundo de sua alma, pela possibilidade de poder viver sem apresentar os encargos físicos do envelhecimento e sem pecados. Ao ver a belíssima obra-prima de Basil, o perfeito retrato de Dorian, ele deseja que pudesse ser igual à pintura eternamente, e que o personagem da tela pudesse envelhecer em seu lugar. A sua vulnerabilidade nesse momento o torna uma massa de modelar perfeita nas mãos irascíveis de Henry. Logo Dorian assume uma vida de hedonismo sem apego a convenções morais. Sua nova filosofia é posta à prova quando se apaixona pela atriz Sibyl Vane; o romance tem fim e expõe a superficialidade de seus sentimentos em relação a ela, tal como sua vida após a adoção do hedonismo. O fim trágico da jovem o faz perceber a primeira modificação na imagem do quadro em sua residência. Ele passa, então, por um momento de crise profunda; mas, preferindo enxergar a morte de sua 'amada' como a realização de um ideal artístico, em vez de uma tragédia desnecessária pela qual ele teria sido responsável, Dorian começa a descer uma encosta íngreme em uma queda bastante escorregadia em direção ao seu próprio fim.


O Retrato de Dorian Gray (capa com um desenho do grande pianista húngaro Franz Liszt)

   Os pecados de Dorian passam a ser mais frequentes e importantes ao longo da estória, e o seu retrato vai se tornando mais hediondo. A narrativa segue apresentando um Dorian que parece não ter uma autoconsciência, entregando-se a momentos de prazer extremo incessantemente sem autocrítica; entretanto, há um momento de arrependimento, e o autor tenta lembrar ao leitor de que o personagem idílico é, na verdade, humano. A morte de Basil marca o início premente do fim do personagem principal; enquanto no passado ele conseguia varrer infâmias a seu respeito, o fato de ter assassinado o seu amigo consome demasiadamente sua mente. A sua culpa é sentida de forma cabal, e Dorian é obrigado a acabar com o próprio retrato. A moral do final da estória é que Dorian parece ter sido punido por sua capacidade de ser influenciável; se esta influência de Henry, que celebra a nova ordem da sociedade como vangloriando o individualismo, está correta, o próprio Dorian vacila, pois ele não consegue estabelecer seu próprio código moral e viver por este.
   Os temas da obra são bastante explícitos. Um deles é o propósito da arte; conforme descrito previamente, na segunda edição do livro, lançada após duras críticas de imoralidade recebidas após o lançamento da primeira edição, o autor apresenta um prefácio cheio de epigramas, e defende a teoria aesteticista, segundo a qual o propósito da arte é não ter propósito ('a arte pela arte'). A essência do livro demonstra justamente que a arte não deve ter um papel de engrandecimento moral, como é percebido em obras de outros autores famosos, dentre eles o inglês Charles Dickens (que viveu durante o século XIX). Outro tema é o da supremacia da juventude e da beleza; o primeiro princípio do aesteticismo, filosofia de arte adotada por Wilde, é de que a arte serve somente para apresentar-se como arte, como beleza - ao longo do livro, a beleza reina absolutamente. É a bela pintura que desperta a mente cansada do cínico Lord Henry, e também apresenta-se como um meio de fuga às aberrações e brutalidades do mundo: Dorian se distancia de si mesmo, dissolve e superficializa sua autoconsciência, e se afasta também do horror de suas ações, dedicando-se ao estudo do belo em músicas, jóias, tapeçarias raras, etc.. Em uma sociedade que premia a beleza tão intensamente, a juventude e a atração física se tornam comodidades valiosas. Logo no começo da obra, numa das primeiras conversas entre Henry e Dorian, aquele lembra que em breve este perderá todas os seus atributos mais preciosos, e bem depois da metade do livro, o próprio Henry é lembrado da grande importância que ele põe nestes atributos, na forma em si, e a derrota final de Dorian confirma isto; no fim, embora a juventude e a beleza se mantenham com a maior importância mesmo nas últimas páginas (o retrato acaba voltando à sua forma inicial), o romance sugere que o preço que se deve pagar por estes é extremamente alto - Dorian paga com nada menos que sua alma. Um outro tema é o da natureza superficial da sociedade; não é nenhuma surpresa que uma sociedade que prima pela beleza sobre todas as outras coisas é, de fato, extremamente superficial. O que é importante para Dorian, Henry e a maioria dos membros da sociedade apresentada no livro não é a bondade autêntica, mas o charme dos indivíduos. Como Dorian evolui na realização de um tipo, a mistura perfeita de estudiosos e socialites, ele experimenta a liberdade de abandonar seus costumes sem qualquer censura. Na verdade, mesmo quando a elite da sociedade questiona seu nome e sua reputação, Dorian nunca é condenado ao ostracismo; muito pelo contrário, apesar de seu 'modo de vida', ele permanece no coração da cena social londrina por causa de sua 'inocência' e da 'pureza de seu rosto'. Ainda, um outro tema é o da consequência negativa das influências; a sua pintura e o 'livro amarelo' (que Dorian ganha de Henry) influenciam o personagem principal profundamente, levando-o a comportamentos imorais por quase duas décadas no curso do livro. A idolatria que Basil presta a Dorian leva à morte daquele, e a influência de Henry sobre Dorian acaba levando este a um fim também trágico. De forma interessante, não é de se estranhar que em uma obra no qual se apresenta a exacerbação do individualismo, o sacrifício próprio, mesmo que em relação a outra pessoa ou em relação a uma obra de arte, acabe levando a própria destruição.


Cena do filme Dorian Gray, adaptação do livro, de 2009

   Quanto aos motivos, destacam-se alguns. Dentre os mais importantes, a pintura de Dorian Gray, descrito como o 'mais mágico dos espelhos', apresenta ao personagem a sobrecarga física da idade e os pecados de que ele foi poupado (por um tempo, Dorian deixa sua consciência de lado e vive somente por um objetivo, que é o de sentir prazer, mas sua imagem pintada o segue como a voz de sua consciência, e lá ele enxerga os horrores de sua alma, como as tragédias que recaem sobre Sibyl Vane e sobre Basil Hallward). Outro motivo é o das ligações eróticas homossexuais masculinas; estas ligações desempenham um importante papel na estrutura do romance: a pintura criada por Basil depende de sua adoração pela beleza de Dorian; de forma similar, Lord Henry é vencido pelo desejo de seduzir Dorian e moldá-lo para a realização de um tipo. Esta camaradagem entre os homens na obra se encaixa num valor estético maior do próprio Wilde; para este, a homossexualidade não era um vício sórdido, mas um sinal de cultura refinada. Em uma sociedade intolerante, o autor tentou apresentar esta filosofia numa tentativa de justificar a própria homossexualidade.
   Três instigantes símbolos são apresentados ao longo do livro. Um deles são os antros de ópio; estas casas, situadas em um lugar remoto e abandonado de Londres, representam o estado de espírito de Dorian. Ele foge para eles em um momento crucial do romance, exatamente após ter assassinado Basil, e assim tenta esquecer o horror deste crime perdendo sua consciência em um estupor induzido pela droga; o que é interessante é o fato de que, apesar de possuir a droga em casa, ele foge para um lugar sombrio onde encontra a droga e isto reflete perfeitamente a degradação de sua alma. Outro símbolo é o do irmão de Sibyl Vane: o personagem James Vane. No livro, ele é menos um personagem crível do que uma incorporação da consciência torturada de Dorian. Representando o irmão vingativo de Sibyl, ele aparece para lembrar ao pobre Dorian das contas que deverá pagar em um momento de sua vida pelos crimes cometidos. Um último símbolo muito interessante é o livro amarelo que Lord Henry dá de presente a Dorian. Wilde o descreve apenas como um romance francês que apresenta as experiências ultrajantes do seu protagonista na busca pelo prazer; o livro se torna uma escritura sagrada para Dorian, que compra aproximadamente doze cópias do mesmo e passa a viver sua vida baseada nos seus ensinamentos e exemplos. O livro representa a influência profunda e perigosa que a arte pode apresentar sobre um indivíduo e serve como um alerta para aqueles que se renderem tão completamente à sua influência.


Outra cena do filme Dorian Gray, aqui apresentando uma atmosfera marcante ao longo do livro (cinza, sombrio)

   Apresentando-se de forma sombria e gótica, este livro definitivamente lançou Oscar Wilde aos confins do universo e permitiu que sua retórica envolvesse toda a existência. Com temas de discussão universal, expõe o que acontece quando não se procura o equilíbrio nas coisas: buscar o prazer excessivo em tudo e todo o tempo ou, por outro lado, conduzir-se de forma muito superficial, não são valores concretos que devem ser buscados e aplicados. Com muitos aforismos, quase que em cada página do livro, é uma obra fascinante que serve como um 'tapa na cara' da sociedade elitista e deve ser descoberto no mais profundo sentido de absorção de uma excelente Literatura. Uma boa semana a todos.