sábado, 26 de janeiro de 2013

The Dark Side of the Moon - Parte 2

   Na semana passada, escrevi um pouco sobre um dos discos mais importantes do Pink Floyd e da história do rock, The Dark Side of the Moon (DSotM). Nesta semana, conforme tinha exposto anteriormente, tentarei escrever um pouco sobre cada uma das músicas deste álbum fantástico, absorvente e enigmático. É simplesmente um deleite aos ouvidos e à imaginação se deixar levar por cada uma de suas, não individuais, músicas. Muitas e muitas viagens; pode-se ir do mais profundo do oceano ao mais alto do céu e, ainda assim, perceber que, no fundo, o tema é a vida de cada um de nós. Perfeito! 
   Na primeira música, Speak To Me, ouve-se, inicialmente, uma espécie de batimento cardíaco. Nas versões pré-lançamento do álbum, nas performances ao vivo, essa música era geralmente apresentada somente por uma batida baixa de uma percussão ou bateria, representando o batimento cardíaco. No álbum, além do som do coração, seguem-se sons que representam as diversas coisas que podem nos levar à loucura no dia a dia: trechos falados, o tic-tac de um relógio, uma caixa registradora, moedas tilintando, um sintetizador, e, no final, um grito louco. Este grito foi representado por Clare Torry, a mesma que viria mais tarde na faixa The Great Gig in the Sky. Na verdade, Speak To Me contém sons característicos de outras das músicas do álbum, como uma espécie de síntese do disco; começa com o batimento cardíaco que fecha a última música do disco, Eclipse, seguido pelo tic-tac do relógio que se ouve em Time, depois vêm os sons de moedas tilintando e de caixas registradoras que se ouvem em Money e os risos lunáticos de Brain Damage. Ainda, ouvem-se sons de porto como apresentados em On The Run e, por fim, como já descrito, os gritos de Clare Torry, que acabam levando a canção a Breathe, a faixa seguinte. No meio disto, ouvem-se trechos de entrevistas realizadas no próprio estúdio Abbey Road por Waters; os dois trechos selecionados remetem à loucura ('I've been mad for f*#& years, absolutely years, I've been over the edge for yonks. Been working with bands so long, I think. Crikey...' e 'I've always been mad, I know I've been mad, like the most of us are. It's very hard to explain why you're mad, even if you're not mad.'). Esta é a única música do Pink Floyd que dá todos os créditos ao baterista Nick Mason, que chamou a composição de uma 'montagem de cor e som'. Os risos lunáticos são contribuição de Peter Watts, o pai da atriz Naomi Watts, e que era um dos 'empresários de estrada' do grupo; Peter morreu vítima de overdose de heroína em 1976, aos 30 anos. Bem interessante é interpretar esta música como se você fosse alguém que está ainda no útero da mãe; lá, você não tem nenhuma ideia do que está por vir, e ouve sons do mundo exterior que dão uma espécie de prévia do que está acontecendo lá fora; no entanto, você, no útero, ainda não tem ideia do que esses sons significam. E é mesmo interessante esta forma de análise da música, já que, os gritos de Clare Torry, no final da música, podem representar o grito de um bebê que acaba de sair do útero num parto, e chega-se à próxima canção, Breathe (e a criança respira pela primeira vez). Ora, este é um álbum conceitual, e aparentemente cobrem-se, em todas as suas faixas, eventos que ocorrem durante a vida e entre esta e a morte, e a relação destes com o cosmos; começando com o nascimento, em Speak To Me, percebe-se que a última música, Eclipse, poderia representar o fim da vida, a morte ('but the sun is eclipsed by the moon', um dos trechos desta última música, talvez queira representar que a luz da vida acabe se apagando com a morte, como a lua eclipsando o sol e ofuscando-o com a escuridão). 
   Na segunda faixa, Breathe (In The Air), que acaba sendo uma só juntamente com Speak To Me, percebe-se que se trata de um homem mais velho, que já vive por este mundo há algum tempo, falando com alguém que acaba de chegar ao mundo, um bebê, e diz-lhe, inicialmente, para respirar ('Breathe breathe in the air'). O homem mais velho vai então descrevendo a provável vida infeliz de trabalho que o bebê terá que enfrentar ao longo de sua vida ('Run rabbit run / Dig that hole forget the sun'). Falando neste contexto, percebe-se que a canção implica em que precisamos superar estas mensagens e fazer aquilo que nos inspira, e esta é uma forma muito consistente de encarar o significado destas duas primeiras canções, e todo este sentido as lança nas alturas como belíssimas músicas. No filme de que falei na primeira postagem, The Dark Side of the Rainbow, o verso 'and balanced on the biggest wave' (equilibrado sobre a maior onda) é recitado quando Dorothy quase perde o equilíbrio ao caminhar ao longo da cerca. Ainda, os susurros que podem ser ouvidos ao longo de todo o álbum são referências à loucura de Syd Barrett, integrante fundador do grupo que acabou saindo deste alguns anos antes de DSotM.
   A próxima faixa, On The Run, na verdade é instrumental e tenta retratar a pressão das viagens, estas que frequentemente traziam medo irracional ao tecladista, Richard Wright. O instrumento principal é um sintetizador, e muitas pessoas consideram esta música como uma das peças mais precoces do estilo Techno. O teclado que pode ser ouvido executa somente 5 notas que são repetidas rapidamente. Em aproximadamente 25 segundos durante a música, ouve-se o som de uma voz em um alto-falante, e alguns pensam tratar-se de uma 'voz de aeroporto' dando informações aos viajantes. Nas apresentações ao vivo, um modelo de avião voa de um extremo ao outro da arena e acaba numa explosão intensa e brilhante. Interessante notar nesta canção que pode ser interpretada como um complemento perfeito ao último verso da canção anterior, Breathe (In The Air), em que se ouve: 'Your race towards an early grave' (sua corrida para o túmulo mais cedo). É uma música que lida, sem dúvida, com as pressões e a correria da vida moderna, e representa como nós corremos ao longo da agitação do dia a dia de nossas vidas. Abaixo, deixo um vídeo da versão de estúdio destas três primeiras canções como uma só. A seguir, a versão do Live Aid em 2005 das duas primeiras canções. Fantástico! E, por fim, On The Run apresentada no Pulse.








   A quarta música do disco, Time, é, indiscutivelmente, a de maior brilho do ponto de vista do rock enquanto estilo musical, e, sem dúvida, a minha preferida do álbum. É completa no que tange ao acabamento da letra, dos sons de guitarra, da mensagem, da melodia, do jogo de vozes entre Gilmour e Wright, entre várias outras qualidades. Perfeita! Esta é uma daquelas músicas que são quase como uma espécie de manual para a vida, como se pudesse se viver mais e melhor se fossem seguidos os ensinamentos em seus versos. E, ainda, consegue ter, nos seus últimos versos, na reprise de Breathe (In The Air), mas com outra letra, um final místico e enigmático. Definitivamente, um clássico do rock e está entre minhas músicas preferidas em todos os tempos. Esta música é sobre como o tempo pode passar, escorregando entre nossos dedos, mas muitas pessoas não percebem isto até que seja tarde demais. Roger Waters teve a ideia desta música quando percebeu que não estava mais se preparando para qualquer coisa em sua vida, apesar de estar bem no meio dela (ele tinha acabado de completar 28 anos). No conceito geral do álbum, em que se tinha a ideia de explorar as pressões da vida em todas as suas músicas, Time tem como tema a mortalidade. Os sons do relógio no início da música foi descrito e explicado na primeira postagem sobre este disco neste blog. O outro som que se ouve no início da música, representando o passar do tempo, é dado pelo baixo de Waters. Para quem se inicia em Pink Floyd, esta é aquela música que rapidamente faz qualquer um se converter em fã devoto, e, ainda mais, ter como ídolo definitivo na guitarra o grande David Gilmour; este consegue transmitir tanta emoção e mistura de sentimentos em seus solos sem ser um mero executor de notas sequenciais rápidas e sem sentido. Um mago definitivo da guitarra! Um momento único em Time é durante o solo de guitarra quando os backing vocals surgem; quase se pode sentir o vento balançar seus cabelos, o som do mar surgir em seus ouvidos e a luz do sol bater em seu rosto! Magnífico! (Experimente! :)) Toda a letra é sensacional e profunda, e muito concatenada à melodia, como se ambos se encaixassem perfeitamente; os versos que mais me causam comoção estão no refrão antes do solo: Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain / You are young and life is long and there is time to kill today / And then one day you find ten years have got behind you / No one told when to run you missed the starting gun. Demais! E, ainda, o último verso antes da reprise de Breathe (In The Air) emite exatamente o anseio daquele que canta a letra para nós, como se ele estivesse dizendo que tudo foi dito, tentando mostrar como você não pode deixar o tempo passar e não viver, e expressa uma espécie de tristeza porque ele gostaria muito de ter mais a dizer para nos convencer, mas parece não encontrar mais palavras para isto (the time is gone, the song is over, thought I'd something more to say). E, logo a seguir, vem a reprise de Breathe em plena calmaria; nesta parte, o que se percebe é que, se você se entregar às armadilhas da correria do dia a dia e deixar o tempo passar, sem viver, você acabará na mais completa solidão... Grandioso! Esta música é mais que perfeita! No final da reprise, aparecem versos enigmáticos: 'Far away across the field / The tolling of the iron bell / Calls the faithful to their knees / To hear the softly spoken magic spell'. Estes parecem remeter a tempos mais antigos, de uma Europa pré-Reforma, e parece querer dizer que a solidão parece se rechear de não viver, que muitos dos que se entregam totalmente e cegamente à fé em algo superior podem cair na armadilha de serem enganados por aqueles que a usam para dizer o que é certo, o que é errado, o que se deve ou não fazer, e nisto você acaba não vivendo o que é consistente com o seu 'eu' interior; enfim, parecem querer dizer que você deve viver o que é sincero e profundo em você, e não o que dizem os que usam sua fé em algo para manipular o seu viver. Acho, no fundo, que eles estão a querer dizer na música que você deve viver sua vida, com suas crenças e fés sim, mas que talvez não precise de mediadores para isto, pois a manipulação de muitos destes pode fazer você não perceber o tempo passando, e aí, talvez, a vida que você viveu foi a de outros, e não a sua. Deixo, abaixo, a versão do álbum e a versão do Pulse!






Time, uma das melhores música do rock mundial em todos os tempos!

   Na quinta música do disco, The Great Gig In The Sky, Wright apresenta algo sobre a vida, gradualmente indo até a morte. Assim, a primeira, mais intensa e agressiva metade demonstra uma pessoa morrendo se recusando a ir 'gentilmente em direção àquela boa noite'. A segunda metade é mais gentil, já que a pessoa que está morrendo percebe o inevitável e desaparece... Wright uma vez explicou que uma das pressões de estar na banda era o medo constante que ele tinha de morrer porque estavam sempre viajando em aviões e estradas pela América e pela Europa. Interessante que, quando trabalhando no álbum DSotM, muitas das músicas ainda não tinham títulos, e eles referiam-se a esta canção como 'The Religious Section', ou 'The Mortality Sequence'. Esta música tem créditos de autoria também para Clare Torry, que, como descrito na primeira postagem sobre o álbum neste blog, criou a parte vocal para a música. Esta canção encerra o lado A do disco (comum na época do vinil), que mais tarde apresentará a referência à morte. Existem ainda duas partes faladas que são trechos que fazem referência à morte, também retirados das entrevistas de Waters: 'And I am not frightened of dying. Any time will do, I don't mind. Why should I be frightened of dying? There's no reason for it - you've got to go sometime', aos 38 segundos, e 'I never said I was frightened of dying', aos 3 minutos e 33 segundos. Enfim, uma belíssima e lírica canção! Deixo abaixo a versão de estúdio e uma versão ao vivo espetacular!






   A sexta faixa do disco, ou primeira do lado B, Money, lida com o mal que o dinheiro pode trazer. Ironicamente, trouxe ao Pink Floyd muito dinheiro, já que o álbum vendeu mais de 34 milhões de cópias, e esta música é uma das mais copiadas e motivo de covers pelo mundo todo das compostas pelo grupo. É frequentemente mal interpretada como sendo um tributo ao dinheiro; alguns acham que, por exemplo, no verso 'Money, it's a gas', o dinheiro é considerado uma coisa boa, quando na verdade é justamente o oposto (lida-se, na letra, com o sarcasmo, com o dizer uma coisa querendo significar outra). A música ganhou grande notoriedade por causa da mudança de tempo durante sua execução: começa com um compasso pouco usual, 7/8, no solo passa a 4/4, depois volta ao 7/8 para terminar no 4/4. A letra e composição são creditadas a Roger Waters, mas o solo de guitarra de David Gilmour dá um brilho espetacular à música, e a torna um dos grandes sucessos da banda. É um das duas músicas do álbum em que se escuta uma parte com saxofone, executada por Dick Parry. O início da música, com todos os sons que remetem ao dinheiro, foram descritos e explicados na primeira postagem sobre este disco aqui mesmo neste blog. Deixo, abaixo, a versão de estúdio e uma versão ao vivo!







Capa do relançamento do single de Money

Dick Parry

   A sétima canção do álbum, Us and Them, creditada a Waters e Wright, é a maior do disco. Inicialmente, era somente uma peça de piano criada por Wright para um filme de 1969, chamado de Zabriskie Point; o diretor italiano Michelangelo Antonioni a rejeitou inicialmente, afirmando que era muito bonita, mas muito triste, e que o lembrava uma igreja. Ficou conhecida inicialmente por 'The Violent Sequence' porque seria executada numa parte violenta do filme. Ganhou maior crédito quando Waters resolveu colocar uma letra nela e gravar em DSotM. A letra parece retratar a aparente divisão que há na sociedade em geral, enquanto no fundo somos iguais. Outras formas de interpretação remete às grandes guerras da Europa no século XX, principalmente a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, e também já foi dito que é um relato da loucura na mente de Syd Barrett, com a divisão de sua personalidade e sua doença mental cada vez mais evidente (interessante que esquizofrenia significa, literalmente, mente dividida, ou mente partida). As influências de Wright na melodia do piano vêm do Jazz. É a segunda música do disco a conter partes executadas pelo saxofone de Dick Parry, e antes do segundo solo deste instrumento podem-se perceber trechos das gravações de Waters ('Well I mean, they're gonna kill ya, so like, if you give 'em a quick sh...short, sharp shock, they don't do it again. Dig it? I mean he got off light, 'cause I coulda given 'im a thrashin' but I only hit him once. It's only the difference between right and wrong in it? I mean good manners don't cost nothing. Do they, eh?'). Considero, esta, minha segunda canção preferida do álbum. Com uma cadência lenta, apresenta trechos que são verdadeiros ápices na execução e é uma das primeiras músicas do grupo a apresentar um backing vocal feminino. Grande música! Deixo a versão de estúdio abaixo.




   A oitava música do disco, Any Colour You Like, é instrumental. Tem seu título geralmente atribuído a algo que Henry Ford uma vez disse sobre o automóvel modelo T: 'You can have it any colour you like... as long as it's black!'. Também se atribui a um empresário prévio do grupo, Chris Adamson, que quando questionado sobre uma guitarra, respondeu: 'Any colour you like, they're all blue'. A música usa avanços em efeitos de guitarra e de teclado. De acordo com estas ideias dos trechos que inspiraram o título, metaforicamente Any Colour You Like significa oferecer uma escolha quando na verdade ela não existe. E se for pensado a respeito de escolhas, fica interessante quando se relaciona a paradoxos, como o claro e o escuro, o sol e a lua, o bem e o mal; quer dizer, na verdade, metaforicamente, significa que não há escolha; elas simplesmente existem de uma forma ou de outra. É, sem dúvida, uma música transcendental. Deixo a versão de estúdio.




   Na penúltima música do álbum, Brain Damage, há referência total à loucura, à insanidade, à Syd Barrett. Muitos consideram esta e Eclipse, a última música do álbum, na verdade como uma música só pela continuidade de uma à outra. O verso 'You raise the blade, you make the change' é uma referência à lobotomia frontal, uma das poucas intervenções cirúrgicas em Psiquiatria. Já em 'And if the band you're in starts playing differente tunes' é uma referência específica à propensão de Syd para tocar as músicas erroneamente nos palcos durante suas 'viagens' nos seus dias finais com a banda. Na sincronização com O Mágico de Oz, esta música é tocada quando o espantalho canta 'If I only had a brain'. Há ainda outros versos que remetem à loucura, como em 'the lunatic is on the grass', em que a grama não é referência à maconha ou algo do tipo, mas à grama mesmo; Waters baseou este verso nos avisos de 'Stay Off The Grass' e como ele pensava que quem desobedecesse ao aviso seria considerado louco. Enfim, é uma música que é explicitamente sobre a loucura e a lucidez. Uma das grandes do disco! Deixo a versão de estúdio.




   E, por fim, a última e enigmática música do disco: Eclipse. Esta é uma música perfeita para o desfecho deste álbum conceitual; observam-se versos que retomam uma das primeiras músicas do álbum, Breathe ('All that you touch, all that you see') e a letra, na verdade, vai falando de coisas que acontecem em nossas vidas, e completa-se a metáfora da vida de cada um de nós representada em todo o álbum. É como se fosse fechado o ciclo de uma pessoa que se encontra no final da vida, aquela espécie de 'luz' que mostra em alguns segundos tudo de importante que se passou em sua vida pouco antes de você morrer. Uma outra forma de ver o desfecho nas letras é que vai-se falando de tudo que você vive ao longo da vida e, no final, a lua encobre o sol num eclipse, e a lua é muitas vezes menor que o sol, mas consegue fazê-lo; daqui da Terra, por outro lado, enxergam-se ambos com tamanhos semelhantes. Assim, nem tudo o que se vê, ou se percebe, ou se vive, é exatamente como se vê, percebe ou vive. Nem tudo é o que parece ser! E quando a lua encobre o sol num eclipse, o seu 'lado escuro' está, agora, claro, e o lado da lua que vemos daqui da Terra está, na verdade escuro; é o novo 'Dark Side of the Moon'; por esta interpretação, no fim, somos todos loucos! Interessante! E, no final de todo o álbum, com o coração a bater, ouvem-se os trechos finais: 'There is no dark side of the moon really. Matter of fact, it's all dark.' Genial! Melhor forma de concluir um álbum conceitual, impossível! Deixo a versão de estúdio e uma versão ao vivo, sendo esta a união de Brain Damage e Eclipse.







   Assim, procurei discutir cada uma das músicas deste que é um dos maiores e mais importantes discos da história do rock. É muito difícil alguém dedicar um pouco de atenção a ele e não se deleitar, não se emocionar ao ouvir, por exemplo, Time, ou Us and Them. Um disco extremamente completo e com músicas melodicamente tocantes e letras profundas, inspiradoras e engrandecedoras. Espero, sinceramente, que você o descubra e que ele faça parte de sua vida, suas convicções, lhe traga boas recordações de paisagens na natureza, imagens em sua memória, como traz para mim. A truly masterpiece! Uma boa semana a todos!